Sabedoria 13
Bíblia Sagrada (Matos Soares)
© Manuel de Matos Soares Fonte: liriocatolico.com.br
A sabedoria mostra que é uma grande loucura a idolatria
O culto dos elementos.
1 São insensatos por natureza todos os homens que ignoraram Deus, e que pelos bens visíveis não chegaram a conhecer Aquele que é, nem, considerando as obras, reconheceram o Artista. 2 Pelo contrário, tomaram o fogo, ou o vento, ou o ar veloz, ou o círculo dos astros, ou a água impetuosa, ou os luzeiros dos céus, por deuses governadores do mundo. 3 Se eles, encantados com a beleza de tais coisas, as julgaram deuses, reconheçam quanto é melhor do que elas o seu Senhor, porque foi o Autor da beleza que criou todas estas coisas. 4 Ou, se eles se maravilharam do seu poder e força, entendam por elas que o que as fez é mais forte do que elas. 5 Com efeito, pela grandeza e beleza das criaturas se pode, por analogia, chegar ao conhecimento do seu Criador. 6 Todavia estes homens são menos repreensíveis, porque, porventura, caem no erro buscando a Deus e desejando encontrá-lo. São menos repreensíveis em comparação de outros que, em assunto de tanta importância, nem ao menos investigam. 7 Ocupados no exame das suas obras, são seduzidos pelo seu aspecto, pois são belas as coisas visíveis. 8 Mas, por outra parte, nem estes merecem desculpa, 9 porque, se chegaram a ter luz bastante para poderem conhecer o universo, como não descobriram mais facilmente o Senhor dele? Apresenta-se mais facilmente ao espírito a ideia de Deus do que o conhecimento das leis naturais.Descrição irónica da fabricação dos ídolos.
10 São desgraçados e fundam em coisa morta as suas esperanças, aqueles que chamaram deuses às obras das mãos dos homens, ao ouro e à prata, trabalhados com arte, às figuras de animais, ou a uma pedra inútil, obra de mão antiga. 11 Um artista hábil corta do bosque um tronco fácil de trabalhar, dextramente lhe tira toda a casca, e, valendo-se da sua arte, faz uma peça útil para uso da vida. 12 O que sobrou da obra, emprega-o para cozinhar a comida, com que fica saciado. 13 Quanto ao resto de tudo isto, que para nenhum uso é útil. por ser um madeiro torto e cheio de nós, vai-o esculpindo nas horas livres, trabalhando-o com a arte que lhe é possível. 14 e dá-lhe feições dum homem, ou aspecto de algum vil animal. Põe-lhe vermelhão, pinta-o de uma cor encarnada, encobrindo todas as manchas que nele há. 15 Depois prepara-lhe um nicho conveniente, coloca-o numa parede, segurando-o com um prego. 16 Usa com ele desta precaução, para que não caia, pois reconhece que (o deus) se não pode ajudar a si mesmo: Com efeito, é uma estátua, que precisa de apoio. Na idolatria o homem auxilia mais o deus que este auxilia o homem. 17 Entretanto, quando o implora por causa dos seus bens, dos seus casamentos, ou dos seus filhos, não se envergonha de falar com o (pedaço de madeira) que não tem vida 18 e implora saúde a um inválido, pede vida a um morto invoca em seu socorro um débil. 19 para o bom sucesso duma jornada, recorre aquele que não pode andar; (enfim) para seus negócios, suas empresas, e para o bom êxito de todas as suas obras, implora a quem nada pode fazer com as mãos.Citado em 64
- v. 1 CCC(¶32
¶216 Summa (EN)(II-II 94.4)Perguntas(Se Deus existe)Militantis Ecclesiae(§25)¶1147 ¶2112) - v. 2 CCC(¶32
¶216 Summa (EN)(II-II 94.4)Perguntas(Se Deus existe)¶2112) - v. 3 CCC(¶32
¶216 Perguntas(Se Deus existe)¶2112 ¶2129 ¶2500) - v. 4 CCC(¶32
¶216 Perguntas(Se Deus existe)¶2112) - v. 5 CCC(¶32
¶41 Summa (EN)(Suppl 91.3)Perguntas(Se Deus existe)Fides Et Ratio(§19)Laudato si’(§12)Sacramentum Caritatis(§35)Verbum Domini(§8)¶216 ¶2112 ¶2500) - v. 6 CCC(¶32
¶216 Perguntas(Se Deus existe)¶2112) - v. 7 CCC(¶32
¶216 Perguntas(Se Deus existe)¶2112) - v. 8 CCC(¶32
¶216 Perguntas(Se Deus existe)¶2112) - v. 9 CCC(¶32
¶216 Perguntas(Se Deus existe)¶2112) - v. 10 CCC(¶2112)Summa (EN)(III 16.2)
- v. 11 CCC(¶2112)Summa (EN)(II-II 94.4)
- v. 12 CCC(¶2112)Summa (EN)(II-II 94.4)
- v. 13 CCC(¶2112)Summa (EN)(II-II 94.4)
- v. 14 CCC(¶2112)Summa (EN)(II-II 94.4)
- v. 15 CCC(¶2112)Summa (EN)(II-II 94.4)
- v. 16 Summa (EN)(II-II 94.4)
- v. 17 Summa (EN)(II-II 94.4)
- v. 19 CCC(¶2112)