Sabedoria 8
Bíblia Sagrada (Matos Soares)
© Manuel de Matos Soares Fonte: liriocatolico.com.br
1 (A sabedoria) estende-se poderosa desde uma extremidade à outra, e dispõe todas as coisas com suavidade.
Bens e vantagens da sabedoria.
2 Eu a amei e busquei desde a minha juventude, procurei tomá-la como esposa, e fiquei enamorado da sua formosura, 3 Ela mostra a nobreza da sua origem (nisto) em conviver com Deus e no amor que lhe tem o Senhor de todas as coisas. 4 Porque ela é conhecedora da ciência de Deus, e é ela que escolhe as suas obras (as obras a realizar por Deus). 5 Se as riquezas se apetecem na vida, que coisa há mais rica que a sabedoria, que faz todas as coisas? 6 Se é a inteligência que opera, quem, melhor que a sabedoria, é artífice de todos os seres? 7 Se alguém ama a justiça Isto é, a bondade moral compõe-se das quatro virtudes fundamentais ou cardeais; temperança, que modera o uso dos prazeres; prudência, que indica o que se deve fazer e o que se deve evitar; justiça, em sentido estrito, que leva a respeitar os direitos alheios; fortaleza, que vence as dificuldades que se opõem à prática do bem. A sabedoria é a grande mestra de todos., os frutos do seu esforço são virtudes. Ela ensina a temperança e a prudência, a justiça e a fortaleza, que é o mais útil que há na vida para os homens. 8 Se alguém deseja uma vasta ciência, ela é que sabe o passado e que julga do futuro; penetra as subtilezas dos discursos e as soluções dos enigmas; conhece os sinais e os prodígios, antes que eles apareçam, e o que tem de acontecer no decurso dos tempos e épocas. 9 Eu, pois, resolvi-me a tomá-la comigo por companheira da minha vida, sabendo que ela será para mim uma conselheira de todo o bem, e meu conforto nos cuidados e penas. 10 Graças a ela, terei glória entre os povos, e, posto que jovem, (terei) honra entre os velhos; 11 reconhecer-se-á a minha penetração nos julgamentos, e aparecerei admirável na presença dos poderosos. 12 Quando eu estiver calado, esperarão que fale; quando falar, olharão para mim com atenção; e, quando me alargar nos discursos, porão a mão sobre a boca. Actos de grande respeito e estima para quem fala. 13 Por ela terei a imortalidade, e deixarei memória eterna aos vindouros. 14 Governarei os povos, e as nações me serão sujeitas. 15 Os reis ferozes temerão, quando ouvirem falar de mim; com o povo me mostrei benigno, e, na guerra, forte. 16 Entrando em minha casa, encontrarei nela o meu descanso, porque o contacto com ela não tem nada de desagradável, nem a sua companhia nada de fastidioso, mas tudo é satisfação e alegria. 17 Meditando nestas coisas comigo mesmo, e considerando, dentro no meu coração, que a imortalidade (feliz) se acha na união com a sabedoria, 18 e que na sua amizade há um perfeito prazer, e nas obras das suas mãos riquezas inexauríveis, que no assíduo comércio com ela se adquire a prudência, e uma grande glória na participação das suas palavras, eu procurava-a por todos os lados para a tomar por minha companhia.A sabedoria é um dom de Deus.
19 Eu era um menino de bom natural, e coube-me por sorte uma boa alma. Salomão tinha na alma e no corpo óptimas disposições para receber a sabedoria. Isto, porém, não bastava para o tornar digno dela; pediu-a por isso a Deus, como sendo um dom a que não tinha direito. — No vers. 20 o sujeito lógico do discurso é a alma. Corrigindo propositadamente a linguagem (ou antes...). o autor quer pôr em relevo que a parte principal do homem é a alma, e o corpo está subordinado a ela. 20 Ou antes, como era bom, entrei num corpo incontaminado. 21 Como sabia que não podia obter a sabedoria, se Deus ma não desse, — e era já prudência o saber de quem vinha este dom — dirigi-me ao Senhor, fiz-lhe a minha súplica, disse-lhe de todo o meu coração;Citado em 40
- Este capítulo Summa (EN)(I 103.8)
- v. 1 CCC(¶302)Summa (EN)(I 22.2
I 109.2 Aeterna Dei Sapientia(§1)Mit Brennender Sorge(§2I-II 110.2 II-II 23.2 II-II 165.1 III 44.4 III 46.9 III 55.6 III 60.4) §11) Nostra Aetate(§1) - v. 2 CCC(¶2500)Summa (EN)(I-II 26.1
II-II 180.2) - v. 7 CCC(¶1805)Summa (EN)(I-II 57.5
I-II 59.3 I-II 63.3 II-II 23.7 II-II 47.5 II-II 58.3 II-II 58.5 II-II 149.1 III 89.1) - v. 11 Veritatis Splendor(§43)
- v. 16 Summa (EN)(I-II 5.4
I-II 33.3 I-II 35.5 II-II 9.4 II-II 28.2 II-II 45.3 II-II 179.1 II-II 180.6 II-II 180.7) - v. 21 Summa (EN)(I-II 63.2
II-II 156.2)