Sabedoria 9
Bíblia Sagrada (Matos Soares)
© Manuel de Matos Soares Fonte: liriocatolico.com.br
Prece de Salomão a pedir a sabedoria.
1 Deus de meus pais e Senhor de misericórdia, que fizeste tudo pela tua palavra, 2 e que estabeleceste o homem, pela tua sabedoria, para ter domínio sobre as criaturas, que por ti foram feitas, 3 para governar o mundo com equidade e justiça, para sentenciar em Juízo com rectidão do coração. 4 dá-me aquela sabedoria, que está sentada contigo no teu trono, e não me queiras excluir no número dos teus filhos Que está sentada... Outra passagem em que a sabedoria é personificada, como estando sentada sobre o mesmo trono de Deus. É fácil passar daqui ao conceito duma pessoa distinta. 5 porque eu sou servo teu, filho da tua escrava, sou um homem fraco e de pouca dura, e pouco capaz de compreender o juízo e as leis. 6 Ainda que alguém seja perfeito entre os filhos dos homens, se lhe faltar a tua sabedoria, será considerado como nada. 7 Escolheste-me para rei do teu povo, e para juiz dos teus filhos e filhas. 8 Mandaste-me edificar um templo sobre o teu santo monte, e um altar na cidade da tua habitação, conforme o modelo do teu santo tabernáculo, que preparaste desde o princípio. O templo de Salomão foi construído sobre o monte de Sião (santo monte), à semelhança do tabernáculo de Moisés, cuja planta foi dada pelo próprio Deus ao santo Legislador. 9 Contigo está a sabedoria conhecedora das tuas obras, que se achou presente, quando formavas o universo, que sabe o que é agradável aos teus olhos, e o que é recto segundo os teus preceitos. Deus, ao criar o mundo, tinha por assim dizer, ao seu lado a sabedoria, qual confidente e conselheira de todos os seus desígnios. 10 Envia-a dos teus santos céus, envia-a do trono da tua glória, para que esteja comigo, e comigo trabalhe, para que eu saiba o que te é agradável. 11 Ela sabe e compreende todas as coisas, e me guiará nas minhas obras com prudência, e me protegerá com a sua glória. 12 Assim ser-te-ão agradáveis as minhas obras, governarei o teu povo com justiça, e serei digno do trono de meu pai. 13 Com efeito, qual é o homem que pode conhecer os desígnios de Deus? Quem poderá penetrar o querer do Senhor? Outros motivos gerais: Sem a sabedoria, o homem, ser miserável, ignorante, não pode agradar a Deus. 14 Os pensamentos dos mortais são tímidos, e incertas as nossas concepções, Não sabemos determinar o que mais convém fazer, porque o corpo, habitação da alma, com o peso da matéria põe grandes obstáculos ao livre e recto exercício do pensamento, dos actos espirituais. 15 porque o corpo, que se corrompe, torna pesada a alma, e a morada terrestre oprime o espírito que pensa em muitas coisas. 16 Mal compreendemos o que há na terra, e com trabalho encontramos o que temos ao alcance das nossas mãos. Quem pode, pois, descobrir as coisas do céu? 17 E quem conheceu os teus desígnios, se tu lhe não deste a sabedoria, e se do mais alto dos céus não enviaste o teu santo Espírito? 18 Assim se tornaram direitas as veredas daqueles que estão na terra, e aprenderam os homens as coisas que te agradam, 19 e pela sabedoria foram salvos.Citado em 29
- v. 1 Evangelium Vitae(§42)
- v. 2 Compêndio da Doutrina Social da Igreja(326)Evangelium Vitae(§7
§42) Gaudium et Spes(§34)Sollicitudo Rei Socialis(§30) - v. 3 Compêndio da Doutrina Social da Igreja(326)Evangelium Vitae(§7
§42) Gaudium et Spes(§34)Sollicitudo Rei Socialis(§30) - v. 9 CCC(¶295
¶296) - v. 10 Summa (EN)(I 43.5)Vita Consecrata(§71)
- v. 14 Summa (EN)(I 113.1
I-II 57.5 I-II 91.3 I-II 109.9 II-II 47.3 II-II 52.1 Suppl 43.3) - v. 15 Summa (EN)(I 94.2
I 101.2 II-II 180.7 Suppl 70.3 Suppl 93.1) - v. 16 Summa (EN)(I 88.1)
- v. 19 Summa (EN)(II-II 149.3)