Experiências de quase-morte

Quem voltou viu o que diz ter visto?

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A morte põe termo à vida do homem, enquanto tempo aberto à aceitação ou à rejeição da graça divina, manifestada em Jesus Cristo Cf. 2 Tm 1, 9-10.. O Novo Testamento fala do juízo, principalmente na perspectiva do encontro final com Cristo na sua segunda vinda. Mas também afirma, reiteradamente, a retribuição imediata depois da morte de cada qual, em função das suas obras e da sua fé. A parábola do pobre Lázaro Cf. Lc 16, 22. e a palavra de Cristo crucificado ao bom ladrão Cf. Lc 23, 43., assim como outros textos do Novo Testamento Cf. 2 Cor 5, 5: Fl 1, 23; Heb 9, 27: 12, 23., falam dum destino final da alma Cf. Mt 16, 26., o qual pode ser diferente para umas e para outras.

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Ao morrer, cada homem recebe na sua alma imortal a retribuição eterna, num juízo particular que põe a sua vida em referência a Cristo, quer através duma purificação Cf. II Concílio de Lião, Professio fidei Michaelis Palaeologi imperatoris: DS — Denzinger–Schönmetzer (Enchiridion Symbolorum): Concílio de Florença, Decr. pro Graecis: DS — Denzinger–Schönmetzer (Enchiridion Symbolorum): Concílio de Trento, Sess. 25ª, Decretum de purgatorio: DS — Denzinger–Schönmetzer (Enchiridion Symbolorum)., quer para entrar imediatamente na felicidade do céu Cf. II Concílio de Lião, Professio fidei Michaelis Palaeologi imperatoris: DS — Denzinger–Schönmetzer (Enchiridion Symbolorum); João XXII, Buda Ne super his: DS — Denzinger–Schönmetzer (Enchiridion Symbolorum); Bento XII, Const. Benedictus Deus: DS — Denzinger–Schönmetzer (Enchiridion Symbolorum); Concílio de Florença, Decr. pro Graecis: DS — Denzinger–Schönmetzer (Enchiridion Symbolorum)., quer para se condenar imediatamente para sempre Cf. II Concílio de Lião, Professio fidei Michaelis Palaeologi imperatoris: DS — Denzinger–Schönmetzer (Enchiridion Symbolorum); Bento XII, Const. Benedictus Deus: DS — Denzinger–Schönmetzer (Enchiridion Symbolorum); Concílio de Florença, Decr. pro Graecis: DS — Denzinger–Schönmetzer (Enchiridion Symbolorum)..

«Ao entardecer desta vida, examinar-te-ão no amor» São João da Cruz, Avisos y sentencias. 57: Biblioteca Mística Carmelitana, N. 13 (Burgos 1931), p. 238. [S. João da Cruz, Ditos de luz, e amor. 57: Obras Completas (Paço de Arcos, Edições Carmelo 1986) P. 1015]..

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A morte é o fim da peregrinação terrena do homem, do tempo de graça e misericórdia que Deus lhe oferece para realizar a sua vida terrena segundo o plano divino e para decidir o seu destino último. Quando acabar «a nossa vida sobre a terra, que é só uma» II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 48: AAS — Acta Apostolicae SedisVolume 57 (1965) em vatican.va — PDF digitalizado (1965) 54., não voltaremos a outras vidas terrenas. «Os homens morrem uma só vez» (Heb 9, 27). Não existe «reencarnação» depois da morte.

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«Portanto, a economia cristã, como nova e definitiva aliança, jamais passará, e já não se há-de esperar nenhuma nova revelação pública antes da gloriosa manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo» II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 4: AAS — Acta Apostolicae SedisVolume 58 (1966) em vatican.va — PDF digitalizado (1966) 819.. No entanto, apesar de a Revelação já estar completa, ainda não está plenamente explicitada. E está reservado à fé cristã apreender gradualmente todo o seu alcance, no decorrer dos séculos.

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No decurso dos séculos tem havido revelações ditas «privadas», algumas das quais foram reconhecidas pela autoridade da Igreja. Todavia, não pertencem ao depósito da fé. O seu papel não é «aperfeiçoar» ou «completar» a Revelação definitiva de Cristo, mas ajudar a vivê-la mais plenamente, numa determinada época da história. Guiado pelo Magistério da Igreja, o sentir dos fiéis sabe discernir e guardar o que nestas revelações constitui um apelo autêntico de Cristo ou dos seus santos à Igreja. A fé cristã não pode aceitar «revelações» que pretendam ultrapassar ou corrigir a Revelação de que Cristo é a plenitude. É o caso de certas religiões não-cristãs, e também de certas seitas recentes. fundadas sobre tais «revelações».