Isaías 32
Bíblia Sagrada (Matos Soares)
© Manuel de Matos Soares Fonte: liriocatolico.com.br
Reinado do Messias
Reinado de justiça prometido.
1 Eis que um rei (de Judá) reinará com justiça, e os príncipes governarão com retidão. 2 Cada um deles será como um refúgio contra o vento, um abrigo contra a tempestade, como arroios de águas em terra ressequida, como a sombra duma alta rocha em terra árida. 3 Não se ofuscarão os olhos dos que vêem, e os ouvidos dos que ouvem escutarão atentamente. "Cessará a cegueira espiritual com que Deus os tinha castigado, e receberão o conhecimento dos caminhos do Senhor". (Crampon). 4 O coração dos homens superficiais chegará à compreensão, e a língua dos tartamudos exprimir-se-á com prontidão e clareza. 5 Não mais se dará ao insensato o nome de nobre, nem ao fraudulento o de grande. "Neste reinado feliz não será o nascimento nem a riqueza, mas a virtude e a generosidade de sentimentos que constituirão a nobreza dos cidadãos". (Crampon). 6 Com efeito, o insensato diz loucuras, e o seu coração dá-se à iniquidade a fazer coisas ímpias, a falar contra o Senhor com fraude, a deixar vazio o faminto, a tirar a bebida ao que tem sede. 7 As armas do fraudulento são desleais, está sempre maquinando planos para perder os humildes com discursos mentirosos, e o pobre que fala conforme a justiça. 8 Porém o nobre tem pensamentos dignos dum nobre, e é nobre o seu proceder.Judá há-de sofrer muito, antes deste reinado.
9 Mulheres descuidadas, levantai-vos e ouvi a minha voz: filhas demasiado confiantes, prestai ouvidos às minhas palavras. 10 Dentro dum ano e alguns dias, vós as que viveis tão confiadas, sereis postas em turbação, porque não se fará a vindima, não se fará a colheita. 11 Tremei, ó despreocupadas, ficai cheias de turbação, vós que estais tão confiadas; despi-vos (das vossas galas) e envergonhai-vos, cingi os vossos rins (de saco). 12 Batei nos vossos peitos, (chorai) sobre as vossas belas campinas, sobre as vossas vinhas férteis. 13 Os espinhos e os abrolhos crescem sobre a terra do meu povo, mesmo sobre todas as casas de prazer da cidade alegre É um colectivo que se refere às principais cidades de Judá.! 14 Os palácios estão abandonados, a cidade ruidosa está deserta, as torres e fortalezas devastadas, transformadas para sempre em cavernas, em lugar de repouso para os asnos monteses, e de pasto para os rebanhos.Reino futuro de justiça e de paz.
15 (Isto) até que sobre nós se derrame o espírito (de Deus) lá do alto, e o deserto se converta em um vergel, e o vergel em bosque. 16 (Então) habitará no deserto a retidão e a justiça terá o seu assento no vergel. 17 A paz será a obra da justiça, o fruto da justiça será o sossego e a segurança para sempre. 18 O meu povo repousará numa habitação de paz, em moradas seguras, em vivendas tranquilas. 19 Mas a floresta será abatida pela saraiva, e a cidade (mundana) será profundamente humilhada. Os maus, porém, serão castigados com a tempestade da cólera divina. 20 Bem-aventurados vós, que semeais à beira de todas as águas, e que deixais em liberdade o pé do boi e do asno (para que pastem à vontade). O profeta refere-se novamente à felicidade dos bons, simbolizada numa grande prosperidade material.Citado em 29
- v. 7 Compêndio da Doutrina Social da Igreja(102)Gaudium et Spes(§78)
- v. 15 Compêndio da Doutrina Social da Igreja(452)
- v. 16 Compêndio da Doutrina Social da Igreja(452)
- v. 17 CCC(¶2304)Compêndio(481)Compêndio da Doutrina Social da Igreja(102
203 Summa (EN)(I-II 69.3452 491 494) II-II 29.3 E Supremi(§7)Ecclesia In Medio Oriente(§9)Gaudium et Spes(§74II-II 180.2) §78) Haurietis Aquas(§35§70 Mystici Corporis Christi(§48§120) §102 Sollicitudo Rei Socialis(§39)§105) - v. 18 Compêndio da Doutrina Social da Igreja(452)Diuturnum(§20)E Supremi(§14)
- v. 1518 Compêndio da Doutrina Social da Igreja(452)